A procuradora Luiza Nagib Eluf é polêmica e incansável quando o assunto é mulher. Autora de quatro livros, entre eles A Paixão no Banco dos Réus e Crimes Contra os Costumes e Assédio Sexual, vem se esforçando para mudar certas concepções no país. Para ela, a religião é uma das pilastras da sociedade patriarcal e quase todas elas, com raras exceções, são muito machistas Por Claudio Tognolli Fotos Henk Nieman

Não se comenta outra coisa: caso José Serra concorra à Presidência da República, um dos nomes mais perduráveis que o tucanato guarda para uma pasta magna é o da procuradora paulistana Luiza Nagib Eluf. Aos 53 anos, dois filhos, casada há 29 anos, procuradora há 25, Luiza é tida e havida como a feminista mais aguerrida do cenário. Escolhida pelo prefeito paulistano Gilberto Kassab, e por Andrea Matarazzo, como subprefeita da Lapa, na zona oeste de São Paulo, Luiza escreveu quatro livros e não tem meias palavras para desenhar o cenário nacional. “O Brasil é extremamente machista, não vencemos o machismo, os homens têm muita necessidade de mandar nas mulheres e sempre prevalece o desejo deles sobre elas. Posso dizer que os homens são obcecados pelo poder a qualquer custo. E, também, no Brasil não foram implementadas as políticas necessárias para fortalecer as mulheres.”
Confira a íntegra da matéria na Revista Joyce Pascowitch, edição 20.